terça-feira, 4 de novembro de 2008

Cachorro

As 7h30 o clima estava agradável, por volta dos 20º Celsius, quebrando um pouco a onda de calor que tem incomodado Belo Horizonte nas últimas semanas.

Estava vindo para a Faculdade de Medicina, trabalhar mais um pouco.

Verdade seja dita, os ônibus na minha região não demoram muito e tem sempre algum lugar para sentar.

Neste dia estava sozinho no ponto, pensando na vida, sem muito a acrescentar ao planeta. Vi pelo canto do olho que um cachorro preto, muito bonito, estava atravessando a rua.

[cao_assustado.jpg]

O cachorro quase foi atropelado. Ficou olhando para mim com cara de espanto. No meio da rua seus olhos fixaram-se em mim.

Tenho certeza que dentro de sua mente canina, ficava pensando: “Esse cara não é normal. Obviamente ele acha que fala com os cachorros”

O cachorro acabou de atravessar e ficou ali, no passeio, olhando para trás e para mim. Talvez ele tenha pensado em Freud e Lacan para tentar montar meu perfil psicológico. Possivelmente ele pensou ainda em Selye e sua definição de Stress indefinido.

O cão ia e voltava, pensando se aproximava-se de mim para conversar e sugerir terapias de pequena intervenção, mas grande impacto, mas aí chegou o ônibus e eu tive que ir.

Deixei o cachorro com seus pensamentos avançados e seus problemas de cognitivo superior, embora, na verdade, ele só se perguntava se devia responder o “Bom dia”ou não.


Aqui um link para um site sobre um post muito interessante que achei na internet.

Um comentário:

  1. Airrrrrrrrrr!
    Ele agora deve estar pensando em como os humanos são todos uns loucos!

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